hatma Vale  (982 views)

 

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Vila Real, Portugal

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December 13
 
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Vila Real, Portugal

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Spanish, French, English, Portuguese
 

Interests

não sou interesseira!...
mas importa-me muito o caminho que tiver mais luz
e as palavras que mais me façam sorrir!
*******************************************


http://hatmavalley.blogspot.com/

Favorite Music

ravi shankar,budha bar,miriam makeba,johnny cleg & juluka,peter gabriel,johnny rivers,timbila muzimba,death can dance,jorge palma,cheb kaled,vinícius de moraes,bethânia,caetano,chico buarque,doors,sérgio godinho,fausto,j.mário branco,sarah vaugahn,ella fitzgerald,billie holiday,rachmaninov,metállica,cesária évora,tubarões,..........
 

Favorite Movies

o processo.o nome da rosa.a lenda de 1900.shine ou simplesmente genial.hairspray.madagáscar.os amores de sofia.tudo o que tem jeremy irons,anthony hopkins.........



http://www.youtube.com/watch?v=Es1Z05LlbB8
 

Favorite TV Shows

...hei-de pensar...
 

Favorite Books

muitos.vivo com vários.durmo com imensos.acordo com os melhores.
 

Favorite Quote

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar ‘superado’. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência.
Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um..."

Albert Einstein



«,errar,errar sempre,errar melhor...»Becket
««é mais fácil dar a vida de uma vez para sempre,do que dá-la gota a gota na luta quotidiana.»Nikos Kazantzaki
«EU sinto que EU,para o meu EU,sou demasiado pouco»Maiakovsky
 

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mantra : May 8, 2009


The day opens the water tail

each word alive on its own

nobody knows wether the wind drags the moon

or the moon drags a dark wind

the waves stare at the night, overwhelmed

the loneliness of a word. a hill when the surf hits this written month of may

the hand that writes it now. until each thing dives into its baptism

until that word becomes a name

and lays, through breath, at the centre

of how you run whole with wild light

as if you carried a water strip

between

your heart and your belly-button

you are the north that calls me. i am coming.

 

hatma vale

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Sep 30 5:07 AM
 
PAZ


Atravessou o fogo
Ao cântico das balas
Por cima de estilhaços
Oferendou os pés
Corroeu alvéolos
Em bocas sem verdade
Nas artérias da ira
Coagulou o sangue
Sobre as ferragens do ódio
Invertebrou os homens
Que morreram
Sem estatística nem história
E numa mesa pequena sentou-se
Quase ninguém a esperava
Desmantelou a chuva estéril das balas
Que choviam sobre os pratos
Não cumprimentou heróis de guerra
Acendeu a vela na escuridão das bocas
Fez-se mel a escorrer pelo barro das gargantas!



manuel feliciano
 
Sep 29 8:46 AM
TALMA says:
 
já respondi por mail mas dá erro.
pode confirmar mail para alcorreia@publico.pt
 
Sep 28 7:33 AM
 
eis a resposta...ao dia de ontem!!

http://www.youtube.com/watch?v=U95I6JxjIrs&feature=related
 
Sep 28 7:00 AM
 
obrigado pelo teu comentário. a nossa loja situa se na cidade de aveiro no piso -1 do centro comercial oita. esperamos pela tua visita e não te esqueças de viver a vida sempre com criatividade sem limites!
 
Sep 26 10:59 AM
Mar says:
 
Oi linda!! Vê lá se aderes ao Facebook. É muito mais interactivo. Fico à tua espera... Beijo gordo!
 
Sep 26 2:21 AM
hatma says:
 

 
Sep 26 2:20 AM
hatma says:
 

 
Sep 26 2:19 AM
hatma says:
 

 
Sep 26 2:18 AM
hatma says:
 

 
Sep 23 9:40 AM
 
Largo o meu corpo pelas ruas
Como uma vela içada ao vento
Como um avião a tocar as nuvens
E fujo do conforto das lojas que se aproximam
E cuspo propagandas metálicas
Que publicitários prometeram regurgitar mortos
Por entre linhas imaginárias
Casuais, mas que toco
O sol, as nuvens, e as estrelas
Não existem
E a terra não é um elemento concreto
Eu mesmo um espectro de vento
Por isso às vezes caminho no céu
E há terra dura nos pés que não suportam enxadas
E glaciares nos meus olhos que impedem pescadores
Que o sol não resgata
Uivos de lobo na minha pele
Há nuvens que choram gritos de dor sobre a estrada
E flores avermelhadas que insistem
Como uma boca que chama
De um horizonte fora de todos os outros
De um sol inexistente que brilha.


manuel feliciano
 
Sep 23 9:39 AM
 
Em busca dos sonhos




Na serra do Marão
Eu inventei o mar
No verde da rama dos pinheiros
Molhei o corpo nas águas
E nessas pedras
Deitei o barco às ondas
Lancei o corpo ao vento
Fiz aguarelas das sombras
No cume das mãos em fome
Toquei telhados de cidades
Na tua cintura
Que o Marão não tem
Porque não desisto
Dessa flor deixada
Dessa flor perdida
Flor sem botão…
Do regaço húmido das folhas
Que homens pisam no chão!



manuel feliciano
 
Sep 23 9:38 AM
 
Há uma mulher à minha espera
Num barco de nuvem
De lança de aurora e de núpcias
Metafísica de longínquos cabelos de seda
E um cavalo azul atravessa o céu
De líquidos dedos e sons aromáticos
Por detrás das rosas com bocas de carne
Oh ânsia de um Deus vivo
Oh natureza sensorial respira
E diz palavras para que todos oiçam
Oh carros e máquinas assassinas
Fiquem humanos
Oh homens! Sejam carros nessas ruas
Metalizai o vosso ego e orgulho
Pelo menos um cão
Nesses Lassos olhos como a noite
Ladre a podridão
Nesses ferros, nessas prisões
Que a inteligência humana pariu
Um rato no esgoto não queira ser homem!


manuel feliciano
 
Sep 21 5:55 AM
 
À mãe Rosa





És a casa cheia de sol
A escorrer
Nos ninhos sobre os beirais
O refugio das dores
As flores sobre o altar
Onde medito teu nome de Rosa
Como se um Deus se abra em teu leito
Para te celebrar
És a origem da terra
Só há terra porque és mãe
Sem ti a montanha não se erigia aos céus
E os oceanos morrer-te-iam no colo
Porque tu és todas as coisas enlaçadas
Coisas que só existem porque tu és
Parte de mim
Origem de todas as coisas.



manuel feliciano
 
Sep 20 2:54 AM
 
Inicio


Choveram línguas de fogo
E olhos - asteróides
Em sentimentos – vácuos
Em solidão – carvão
Os astros andavam loucos
Quiseram sentir o chão

Metais buscaram-me o centro
A gravidade nas mãos
Nas mãos que ainda eram átomos
Abraços em colisão
Cuspiram vapor e cinzas
E magma por entre os lábios

A paixão ficou um barco
Que o amor exclamou ao céu
O gelo ficou seda fresca
Em rios que verteram das mãos
E árvores dançaram ao sol
E animais latiram na chuva

Por entre a água e o lodo
Fui célula e antevisão
Rompendo na matéria de tudo
Em idioma de fogo
Verbo em fermentação.


Manuel Feliciano
 
Sep 20 2:27 AM
 
Fora de nós mesmos



Sentemo-nos nos calhaus da tristeza
Sem folhas secas nos olhos
E espigas cortadas nos dedos
Beijemos a ferida como se fosse a rosa
Que os nossos sentimentos pastem
Como cordeiros fora de nós mesmos
Quando nas ruas de Jerusalém o sol desmaie
Olhemos para trás sem o depois
Descabelando nossas mãos ao sol
Sem pontos de interrogação desfigurando
Faces de homens visivelmente alegres
Que um rio de pedra ainda verta água
Nas vértebras do silêncio que nos deram
Que a pedra seja carne correndo na fonte
Que o ópio alimente barcos vergados de carga
E se primaveras morrerem em nossas pálpebras
Pensemos sem dor que somos de algum berço.


manuel feliciano
 
Sep 19 12:14 PM
 
Rui Barbosa

“Ao que devo, sim, o mais dos frutos do meu trabalho, a relativa exabundância de sua fertilidade, a parte produtiva e durável da sua safra, é às minhas madrugadas. Menino ainda, assim que entrei ao colégio, alvidrei eu mesmo a conveniência desse costume, e daí avante o observei, sem cessar, toda a vida.
Eduquei nele o meu cérebro, a ponto de espertar exatamente à hora, que comigo mesmo assentava ao dormir. Sucedia, muito amiúde, encetar eu a minha solitária banca de estudo à uma ou duas da antemanhã. Muitas vezes me mandava logo após, àquelas amadas lucubrações, as e que me lembro com saudade mais deleitosa e estranhável.
Tenho, ainda hoje, convicção de que nessa observância persistente está o segredo feliz, não só das minhas primeiras vitórias no trabalho, mas de quantas vantagens alcancei jamais levar aos meus concorrentes, em todo o andar dos anos, até a velhice.
Muito há que já não subtraio tanto às horas da cama, para acrescentar às do estudo. Mas o sistema ainda perdura, bem que largamente cerceado nas antigas imoderações. Até agora, nunca o sol deu comigo deitado, e, ainda hoje, um dos meus raros e modestos desvanecimentos é o de ser grande madrugador, madrugador impenitente.
Mas, senhores, os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas principalmente, nas idéias próprias,
que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila. Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas”.



Rui Barbosa
 
Sep 19 11:57 AM
 
Há homens feitos de livros e filosofias, e se eu lhes tirasse os livros e as filosofias, o que lhes restará? Eu quero conhecer homens auto-suficientes, auto-conhecedores, auto-inteligentes, homens de inteligência sensorial, há alguém por aqui? Eu quero a essência de homens despidos de páginas de livros!!!! Homens naturais, livres, com amor-próprio, linguagem em si mesmos, não homens acorrentados!!!! E pobres dentro da alma!!!! tenho medo que as vossas cidades sejam de papel!!!
 
Sep 19 4:30 AM
 
Ecoam-me Outonos
E folhas amarelas
E luas donzelas
Que me ateiam o fogo

E animais de fumo
Cavalgam sem rumo
No ventre da chuva
Esventram-me o céu
De incenso e mirra

E há vozes acesas
Nas rugas das folhas
Que ainda estão verdes
E sabem a frutos

E beijos esquartejados
No chão semeados
Sangrando ternura

E rastos de aves
No céu afogadas
Que seguem o sol
Até ao suicídio

Renascem do nada
Na aguarela das cores
Em morte transmutada
Renovação de tudo.


manuel feliciano
 
Sep 19 4:08 AM
 
Ao tempo


Sou horas sem dias
Sou dias sem horas
Ponteiros quebrados
Por entres alquimias

Os dedos da chuva
Suturando feridas
Na derme da terra

Sou feto que nasce
Em forma de sol
No útero da lua

Sou o fogo-fátuo
Para além da morte
Vestindo a noite
Sem mãos corroídas

Não sou fumo de cigarros
Por entre mãos frias

Moinhos que esperam
Através das lágrimas
Devastar o milho
De rostos tão puros

Não sou a estação
De homens que chegam
Carregados de nada
Como peixes atados
Às redes do tempo

Sou tempo sem tempo
Calando a fome
Em bocas – ruínas.




manuel feliciano

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